Sexta-feira passada nós celebramos os 163 anos da Igreja Presbiteriana do Brasil. O dia 12 de agosto de 1859 é uma data que marca a chegada do Rev. Ashbel Green Simonton ao Brasil, para dar início à IPB – Igreja Presbiteriana do Brasil. Ao ouvir o sermão do Dr. Charles Hodge, um dos seus professores no Seminário de Princeton, no dia 14 de outubro de 1855, expondo sobre a tarefa da Igreja, Simonton foi despertado para o ministério no exterior. Após anos de preparo, chegou ao Rio de Janeiro, no dia 12 de agosto de 1859.

No seu curto ministério, de apenas oito anos, deixou marcas profundas:

  • Organizou a escola dominical em 22 de abril de 1860 com apenas cinco crianças, usando como livros textos: a Bíblia, o Catecismo e o Peregrino, de John Bunyan;
  • Organizou a Primeira Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro em 12 de janeiro de 1862;
  • Criou o primeiro jornal – A Imprensa Evangélica, em 5 de novembro de 1862;
  • Organizou o primeiro presbitério. Presbitério do Rio de Janeiro, em 17 de dezembro de 1865, quando foi ordenado ao sagrado ministério o ex-padre José Manoel da Conceição;
  • Criou o primeiro Seminário Teológico em 14 de maio de 1867.

Simonton deixou sua família nos Estados Unidos e um ministério confortável, para plantar a igreja no Brasil. Ele e muitos outros que o seguiram, trouxeram a mensagem do Evangelho em tempos difíceis, de perseguição e doenças, que na época não tinham tratamento eficaz para combatê-las. Expuseram suas vidas, proclamaram a Palavra e morreram em solo brasileiro.

No dia 9 de dezembro de 1867, aos 34 anos de idade, morreu de Febre Amarela em São Paulo. Sua irmã, Elizabeth, esposa do Rev. Blackford, lhe perguntou nos seus últimos dias: “O que será dos crentes e do trabalho que você está deixando?”, ao que respondeu: “Deus levantará alguém para tomar o meu lugar. Ele fará o seu trabalho com os seus próprios instrumentos. Nós só podemos apoiar-nos nos braços eternos e estar quietos”.

Reflita:

Alguém deixou seu país; outros investiram seus bens materiais e muitos foram somando-se a este ministério para semear o Evangelho em solo brasileiro.

Nós, também, podemos olhar para outros povos, nos dispor para sermos enviados e investir nossos recursos materiais, nossas orações, nosso tempo e assim tornar-nos parceiros da obra missionária.

(Extraído do site da APMT, Agência Presbiteriana de Missões Transculturais)

Por: Luís Roberto Navarro Avellar

CategoryArtigos, Pastoral
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