‘Uma coisa peço ao Senhor e a buscarei: que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo.” (Salmos 27:4)

Durante a semana uma celebração especial me fez lembrar do Salmo acima. Na quinta-feira passada foram celebrados os 465 anos do primeiro culto protestante no Brasil. Em 1557, no dia dez de março, era realizado o primeiro culto protestante no Brasil, e possivelmente o primeiro da América.

No dia 7 de março de 1557, um grupo de quase 300 protestantes de Genebra e da França desembarcaram no Forte Coligny, atual Ilha de Villegagnon, da França Antártica, instalado na Baía de Guanabara. Na quarta-feira daquela semana, dia 10, reuniram-se no salão no centro do Forte para dar o culto de gratidão pela boa viagem e segura chegada.

E por que esse acontecimento histórico tão importante para nós protestantes reformados me fez lembrar do Salmo 27.4?  É porque o reverendo Pierre Richier ministrou naquele primeiro culto protestante no Brasil a pregação expositiva dessa passagem bíblica.

Esse texto da Palavra de Deus, pregado em nosso país há 465 anos, me fez pensar sobre qual é a nossa “uma coisa”. Para o salmista Davi, essa “uma coisa”, que ele mais desejava, era “morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no seu templo.”. Essa “uma coisa” que Davi desejava acima de tudo, era o próprio Deus, o Senhor.

E qual é a sua “uma coisa”? Que “uma coisa” é essa que você procura para conseguir paz, contentamento ou satisfação?

No livro Abrigo no Temporal, o autor Paul David Tripp, comentando esse versículo, escreve: “A realidade espiritual para muitos de nós é que essa ‘uma coisa’ não é o Senhor. E o perigo dessa realidade é este: a sua ‘uma coisa’ controlará o seu coração, e qualquer coisa que controle o seu coração terá influência sobre as suas palavras, escolhas e ações. A sua ‘uma coisa’ será aquilo que molda e direciona as suas reações em todas as situações e relacionamentos de sua vida. Se o Senhor não for a sua ‘uma coisa’, a coisa que é a sua ‘uma coisa’ será o seu senhor.” (p.38).

A pergunta continua: qual é a sua ”uma coisa”? Será o poder, aprovação, conforto, imagem, controle, trabalho, família, uma pessoa…?

Onde você tem procurado o significado e o valor para sua vida? Qual é a beleza que você deseja ter em sua vida? Qual é a sua “uma coisa”? Que seja o Senhor!

Por: Rev. Luís Roberto Navarro Avellar

 

CategoryArtigos, Pastoral
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