Um dos mais famosos sermões de Peter Marshall foi dedicado às mães, tendo como título “O Guarda das Fontes”. Ele começa contando que em certa cidade, situada no sopé de uma cadeia de montanhas, um estranho habitante das florestas tomou a si a responsabilidade de ser o guarda das fontes. Assim percorria os montes e toda vez que encontrava uma fonte tratava de limpá-la das folhas caídas, do lodo e do barro. E tão dedicado e caprichoso era em seu trabalho que a água, ao descer borbulhante através da areia fina, corria para baixo, fresca, pura e limpa. Certo dia, porém, a Câmara Municipal, julgando aquele trabalho inútil e o salário pago ao guarda um desperdício, decidiu construir um reservatório de concreto e dispensar o guarda das fontes.

Terminado o reservatório logo se encheu de água, mas esta já não parecia a mesma. Estava poluída e de imediato uma epidemia ameaçava a vida da população. A Câmara reuniu-se novamente. E todos os vereadores reconheceram o erro de terem demitido o guarda das fontes, que foi de imediato convidado a voltar a realizar seu trabalho de vital importância para a cidade. Aplicando a sugestiva figura às mães, afirma o famoso pregador que “nunca houve uma época em que houvesse maior necessidade de Guardas das Fontes, ou em que houvesse mais fontes poluídas, necessitadas de purificação”, embora o sermão esteja referindo-se à sua época (década de 40), ele nunca foi tão atual como nos dias de hoje.

As mães têm grande influência na formação do caráter de uma pessoa, na estruturação espiritual da Igreja e na formação da nação. Nossa sociedade está desesperadamente necessitada de “guardas das fontes”, de mães influenciadoras, abençoadoras, intercessoras. Em seu livro Mães Intercessoras, o Rev. Hernandes Dias Lopes escreve: “Precisamos de mães que passem tempo com seus filhos, de mães que falem de Deus para os seus filhos, mas, sobretudo, de mães que falem dos seus filhos para Deus. Abraão Lincoln disse que as mãos que embalam o berço, governam o mundo. Mas, jamais teremos uma geração comprometida com Deus e com os valores do reino de Deus se não tivermos mães intercessoras. Necessitamos de mães que conheçam a Deus na intimidade, mães que vivam na presença de Deus, mães que derramem seus corações diante do Senhor em fervente oração. Precisamos de mães que busquem mais a salvação e a santificação dos seus filhos do que o sucesso deles”.

As mães têm um ministério de grande importância, mas difícil e desafiador. A boa notícia é que Deus tem poder e interesse em fortalecê-las e usá-las para a glória dEle e o bem da família. Como escreveu Prisca Lessa no artigo Conselhos a uma Gestante: “Não poderemos ser tudo que nossos filhos precisam, mas Deus é e sempre será tudo o que eles necessitam. Quanto antes compreendermos isso, mais cedo reconheceremos nossas limitações e colocaremos nossas cargas maternais sobre aquele que pode todas as coisas… Deus está trabalhando através de nós, e apesar de nós – há pleno consolo em sua obra”.

Queridas mamães, parabéns! Desejamos que Deus as abençoe grandemente, bem como use suas vidas para a glória dEle, edificação do lar e bênção para a sociedade. Amém!

Por: Rev. Luís Roberto Navarro Avellar

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