Para muitos homens, existe uma relação clara entre a ingratidão e a luta contra a lascívia. “Lascívia não é o mesmo que desejo sexual,” visto o segundo ser, em si mesmo, algo saudável. “A lascívia ocorre quando decidimos aplicar nossos desejos sexuais a fantasias e cultivar imagens impróprias na mente,” e isso foge dos princípios do Criador.

Lutar contra a lascívia é uma batalha que “depende grandemente de como respondemos à investida inicial da tentação,” e a gratidão ou ingratidão tem grande impacto nessa história.

Duas atitudes pecaminosas precedem a batalha e elas são bem ilustradas por duas vozes que nos tentam:

“Eu mereço algo.” (Orgulho)

“Não é justo eu ter que passar por isso.” (Autocomiseração)

A primeira voz, o orgulho, diz que a pessoa tem o direito de receber coisas boas. Depois de algo feito com sucesso, uma boa apresentação, uma boa prova, uma boa partida de futebol, um novo contrato no trabalho, um elogio dos familiares, um bom desconto no novo imóvel, etc, a voz do orgulho diz: “você merece uma recompensa.”

A segunda voz é o outro lado da moeda do orgulho; a autocomiseração. Essa voz diz quão desprezível a pessoa é e que ela não recebeu os devidos incentivos. Assim, a pessoa se engana ao acreditar que merece conceder a si mesma um pouco de conforto. Seria injusto Deus negar isso.

Por outro lado, um coração grato sabe que, na verdade, não merecemos nada. Tudo o que temos, inclusive dons e talentos, são dádivas de Deus. Eu não preciso gratificar a mim mesmo porque Deus já me deu muito mais do que eu mereço. No coração grato, não há espaço para o orgulho. Um coração grato não se entrega à autocomiseração nem necessita de autoconforto.

A busca de um coração grato é algo muito mais profundo do que a busca de um antídoto contra a lascívia ou de um novo método para resistir à tentação.

Seguem três medidas que o cristão pode colocar em prática:

  1. Fazer das orações de ação de graças uma parte central do seu tempo devocional diário.
  2. Estender a prática da intercessão, incluindo orações por pessoas necessitadas, não importa onde elas estejam. (…) Ganhamos uma perspectiva mais real de vida quando oramos or pessoas que passam por sofrimentos maiores do que os nossos!
  3. Em oração, buscar identificar as atitudes de autocomiseração e orgulho e se arrepender.

Um coração ingrato faz-nos centrar em nós mesmos e nos engana sobre as nossas necessidades. Um coração grato liga-nos a Deus, nossa fonte de tudo quanto é bom. (Resumo do artigo Por que a luta com a tentação sexual algumas vezes é mais forte do que outras?)

(Allan P. Medinger)

 

 

 

CategoryArtigos, Pastoral
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