A impunidade dos maus neste mundo é uma das coisas que faz com que as pessoas desconfiem da bondade e justiça de Deus. No entanto, como escreveu acertadamente o Rev. Leandro Lima, “as tragédias e a impiedade deste mundo não comprometem a bondade e nem a justiça de Deus porque ele mantém tudo sob controle e, no devido tempo, retribuirá com justa medida a cada um segundo o que tiver feito.

Uma coisa é certa, todos receberão de Deus o que merecem. (…) Tudo o que acontece, por mais estranho que seja, acontece como o agrada, ou seja, de acordo com a vontade dele. Porém, se olharmos somente para o agora, não veremos a bondade e muito menos a justiça de Deus de modo completo; por isso, precisamos olhar para o futuro, para o fim dos ímpios. Lá veremos outra vez a diferença entre o justo e o perverso. Nunca devemos nos esquecer de que haverá um Juízo Final.” (Razão da Esperança, p. 87).

No livro O Conhecimento de Deus, J. I. Packer escreveu: “Deus resolver ser o juiz de todos os homens, recompensando cada um de acordo com suas obras. A retribuição é a inescapável lei moral da criação; Deus cuidará para que cada pessoa, mais cedo ou mais tarde, receba o que merece aqui ou na vida futura. Este é um dos fatos básicos da vida. E nós, sendo feitos à imagem de Deus, sabemos no nosso íntimo que isso é correto. É assim mesmo que deve ser. (p.129)

A confiança no Justo Juiz e em Sua justiça e bondade, não apenas nos protege contra a revolta, mas também contra o rancor, mágoa e vingança. Em Romanos 12.19-20, lemos: “não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça.” Comentando a passagem bíblica acima, John Piper escreveu: “O argumento de Paulo é que não devemos nos vingar, pois a vingança pertence ao Senhor.

E para nos motivar a abrir mão do desejo de vingança, ele nos apresenta uma promessa – que agora sabemos é uma promessa da graça futura – ‘Eu retribuirei, diz o Senhor’. A promessa libertadora do espírito rancoroso, amargo e vingativo é a promessa de que Deus acertará nossas contas. Ele o fará de forma mais justa e detalhada que jamais seríamos capazes de fazer.” (Graça Futura, p. 256).

Conforme o salmista Davi, não devemos nos indignar, nos irritar por causa dos malfeitores, e nem termos inveja dos que praticam a iniquidade. Pois em breve eles secarão como a relva e murcharão como a erva verde. (Salmo 37.1,2).

Nossa certeza, confiança e esperança é: DEUS É O JUIZ E A JUSTIÇA SERÁ FEITA.

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