Quem confia nas suas riquezas cairá,

mas os justos reverdecerão

como a folhagem. (Pv 11.28).

Quem não gostaria de ser rico? Ter muito dinheiro é bom, pois com ele tem-se a oportunidade de fazer muitas coisas boas e agradáveis. Apesar de vermos muitas passagens na Bíblia condenando a riqueza, ela não é de toda má, pois pode ser uma bênção de Deus ao humilde (Sl 112.3), ou o resultado do trabalho esforçado, diligente e sábio (Pv 10.4; 14.24). Entretanto, a relação que se tem com a riqueza pode se tornar algo fatal!

Salomão nos apresenta neste provérbio o problema que pode haver na relação do ser humano com a riqueza. Se uma pessoa deposita sua confiança na fortuna que possui, um fim trágico a aguarda! O verbo confiar, neste provérbio, não se restringe ao sentido de “acreditar”, mas abrange também a ideia de “colocar a esperança” ou “a segurança do viver”.

Portanto, se a razão do existir de uma pessoa está em sua riqueza, pobre dela… o que lhe acontecerá se o ladrão roubar, a traça roer ou a ferrugem gastar seu tesouro? O que acontece a esse tipo de pessoa quando as ações de mercado são desvalorizadas, o governo lhe sequestra os bens, ou a seguradora não lhe cobre o dano?

Colocar a esperança de vida na riqueza, além de demonstrar um coração idólatra e soberbo (pois esse tipo de pessoa confia de mais no que conquistou com seu próprio esforço) prova também a loucura do ser. Por acaso a riqueza garante o direito à vida, compra vigor, ou proporciona a alguém o perdão de Deus? A riqueza é algo que perece e por essa razão Salomão diz: quem confia nela, cairá.

Por outro lado, “o justo”, aquele que vive de acordo com a vontade de Deus, é diferente. Ele não deposita sua confiança na riqueza, tampouco em seu próprio esforço, porque conhece Deus e sabe que somente ele é eterno; sabe que somente ele é bom. Por essa razão, ele não anda conforme o próprio “bem entender”, mas como manda a lei de Deus, que é boa, perfeita e agradável.

O justo sabe que somente Deus é quem dá a vida, garante vigor e concede perdão. O justo confia na promessa que Deus faz, e sabe que, se um dia vier a morrer, assim como a folhagem das árvores, ele reverdecerá. O justo, rico ou pobre, ama a Deus acima de tudo e confia somente nele.

Sem. Anderson Rego

CategoryArtigos, Pastoral
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