Em primeiro lugar, sem encarnação não há redenção.

A lógica é simples: o homem pecou, o homem precisa ser condenado, não um anjo, não um animal, nem qualquer outra criatura. Ao mesmo tempo, nenhum ser humano poderia levar toda a culpa e perdoar todos os pecados dos homens. Somente Deus poderia fazer isso. Por isso era necessário que Jesus fosse verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem. Veja como autor de Hebreus deixa isso claro:

“Por essa razão era necessário que ele se tornasse semelhante a seus irmãos em todos os aspectos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel com relação a Deus e fazer propiciação pelos pecados do povo” (Hebreus 2.17).

Deus poderia ter enviado seu Filho eterno na forma de um anjo, mas ele não veio para salvar anjos, mas seres humanos (“descendência de Abraão” Hb 2.16), “por essa razão”, diz o autor de Hebreus, ele tinha que ser plenamente homem.

Deus também poderia ter gerado Cristo por José e Maria, mas teríamos dificuldades em crer que ele era Deus. A única maneira provável para Jesus Cristo ser Deus-homem é a doutrina da encarnação.

Mas ele também deveria “fazer propiciação pelos pecados do povo” e nenhum ser humano pode propiciar perfeitamente e eternamente a Deus.

Nenhum ser humano suportaria a ira

divina completa e definitiva sobre si mesmo. Nenhum homem oferecia sua vida em perfeição e santidade completa. Somente Deus poderia ocupar esse cargo, e ele fez exatamente isso. Por isso temos a doutrina da encarnação. É por essa razão que temos esse plano perfeito de Deus gerar o Filho de Deus em Maria. Ele é Deus de fato. Ele é homem de fato.

Em segundo lugar, é por crermos na doutrina da encarnação que podemos afirmar que o nosso salvador se compadece de nós em todos os momentos da nossa existência.

Você já chorou? Ele também! Já foi traído? Ele já! Já passou necessidade? Ele não tinha nem onde repousar sua cabeça! Você já orou e teve a impressão de ser ignorado? Lembra da oração de Jesus no Getsêmani? Já enfrentou a morte? Ele foi crucificado! Já se sentiu abandonado? – “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste” (Mt 27.46) Ele sentiu na pele, tudo o que passamos!

Podemos recorrer a Jesus em todas as nossas adversidades nessa vida porque ele não só foi homem de verdade, mas ainda é o Deus-homem, nosso advogado e intercessor, ao lado do Pai. A humanidade de Jesus permanecerá por toda a eternidade.

Veja, portanto, que esta doutrina é mais do que um tema teológico para ser estudado, mas é uma verdade que traz profundas explicações no nosso dia a dia.

(extraído e adaptado disponível em: voltemosaoevangelho.com).

CategoryArtigos, Pastoral
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