Rev. Hernandes Dias Lopes

… e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6)

O mundo está em guerra desde que o homem rebelou-se contra Deus. Só no século passado, mais de noventa milhões de pessoas foram mortas em duas sangrentas guerras mundiais. O homem sem Deus não conhece paz, pois para o ímpio não há paz. As nações falam de paz, mas se preparam para a guerra. Constroem monumentos à paz, mas investem em armas de destruição. Os rumores patentes de guerra no mundo mantêm o alerta ligado, avisando-nos que a suposta paz não passa de um conflito latente.

A paz não é ausência de problema, é confiança no meio da tempestade. A paz é o triunfo da fé sobre a ansiedade. É a confiança plena de que Deus está no controle da situação, mesmo que as rédeas da nossa história não estejam em nossas mãos. A paz não é um porto seguro aonde se chega, mas a maneira como navegamos no mar revolto da vida. A paz não é apenas um sentimento, mas, sobretudo, uma pessoa, uma pessoa divina. Nossa paz é Jesus.

Por meio de Cristo temos paz com Deus, pois nele fomos reconciliados com Deus. Em Cristo nós temos a paz de Deus, a paz que excede todo o entendimento. Paz com Deus tem a ver com relacionamento. Paz de Deus tem a ver com sentimento. A paz de Deus é resultado da paz com Deus. Quando nosso relacionamento está certo com Deus, então, experimentamos a paz de Deus.

Essa paz coexiste com a dor, é misturada com as lágrimas e sobrevive diante da morte. Essa é a paz que excede todo o entendimento. Essa paz o mundo não conhece, não pode dar nem pode tirar. Essa é a paz vinda do céu, a paz que emana do trono de Deus, fruto do Espírito Santo. O homem só conhece a paz quando é governado pelo Príncipe da paz. Jesus é o Príncipe da paz. Quando somos governados por Jesus temos três tipos de paz.

1) Paz com Deus. Somente por intermédio de Cristo somos reconciliados com Deus e temos paz com Deus. Jesus é o novo e vivo caminho que nos conduz ao Pai.
2) Paz com o próximo. A violência urbana, as guerras dentro da família, as guerras tribais, os conflitos armados, tudo isso, provêm da malignidade do pecado, que brota como uma fonte contaminada do nosso coração. Somente Jesus pode nos reconciliar com o próximo, transformando-nos para amá-lo e perdoá-lo.
3) Paz com nós mesmos. Somos um ser em conflito, uma verdadeira guerra civil ambulante até que Cristo transforme nossa vida e nos dê um novo coração e uma nova vida.

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