Rev. Gildasio Reis

Uma das grandes lições que aprendemos com a história de José no Egito é que podemos confiar em Deus mesmo quando não podemos enxergar de imediato os planos de Deus: No mínimo dois anos antes da sua libertação (Gn 41.1), José tinha visto o que lhe pareceu uma oportunidade para sair logo da prisão (40.14,15). O copeiro-mor ficou lhe devendo um favor, mas o que José não esperava era que ele seria esquecido (40.23). José deve ter experimentado uma profunda decepção (40.23).

Sua esperança de uma liberdade rápida foi frustrada, foi por água abaixo e ficou mais dois anos naquela prisão. O copeiro só veio se lembrar de José quando Faraó tem um sonho, o qual ninguém conseguia interpretar, então por sugestão do copeiro, José é trazido até presença do rei que lhe conta o sonho e José dá a interpretação. (40.8).

Mas por que Deus permitiu que José fosse esquecido, tivesse suas esperanças frustradas e ficasse por mais dois anos preso? Podemos imaginar que se José fosse libertado naquela ocasião, voltaria para sua família, para sua terra natal. Se isso acontecesse, ele não estaria por perto para dar a interpretação do sonho de Faraó e, consequentemente, não seria elevado à posição de administrador e chefe executivo de todo o Egito (41.40). Posteriormente, José pode entender as razões divinas por trás do esquecimento do copeiro-mor.

O que aconteceu com José pode e tem acontecido com alguns de nós. Ficamos decepcionados e frustrados quando algumas coisas não saem como desejamos. Vemos uma oportunidade nos fugir; uma promoção de emprego que não vem, ou uma chance de conseguir outro melhor parece estar tão longe da realidade. Deus ás vezes frustra nossas expectativas e esperanças, não para nos causar dor ou tristeza desnecessária, e sim, para cumprir um propósito muito maior em nossas vidas. Não poucas às vezes, o que nos parece um bom caminho, e esse, por várias razões, não se abre, é porque Deus quer nos levar para um caminho melhor. José não pôde ver além das paredes da prisão, porém Deus podia enxergar o Palácio de Faraó. A grande lição que José teve que aprender é que devemos confiar onde não podemos enxergar direito.
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Texto publicado no boletim da Igreja Presbiteriana de Jundiaí de 30/11/2014.
Escrito pelo Rev. Gildasio Reis, ministro presbiteriano.

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