Você já parou para pensar o quanto somos idólatras? O quanto dependemos de outras coisas e colocamos nossa confiança em objetos ou pessoas que não são o Deus verdadeiro?

A televisão e a mídia nos ensinam isso:

“Se você tiver o carro tal, aí você será feliz…”. “Faça sua conta no banco tal e seus problemas acabarão”. “Imagem não é nada, sede é tudo, satisfaça sua sede!”, dizia a antiga propaganda do refrigerante Sprite.

Todas essas propagandas e muitas outras apontam na direção de objetos, fazendo deles extremamente necessários e fundamentais para a nossa vida. Como se nossa vida não pudesse continuar e seguir adiante sem aquilo que a propaganda oferece. Influenciados pela Teologia da Necessidade, compramos a ideia moderna. Achamos que precisamos de certas pessoas ou coisas sem as quais jamais poderemos viver.

Quando colocamos nossa dependência em objetos ou pessoas que não Deus, caminhamos para a idolatria. Queremos algo palpável. Deus parece “um ser distante”, e por isso, é preferível e mais garantido confiar no que podemos tocar e ver. É mais fácil dizer:

  • Foi o trabalho que me deu dinheiro até agora pra pagar a faculdade; É o trabalho que vai garantir meu futuro, esse negócio de Deus não dá estabilidade financeira pra ninguém. Por isso, não posso parar de trabalhar!
  • É o meu namoro ou amizades que me dá (ão) alegria para viver.
  • É o estudo da faculdade que garantirá o meu futuro!
  • É minha família que me dá segurança e sustento, se alguém morrer não sei o que será de mim!
  • Eu preciso correr atrás disso, desesperadamente, porque se eu não correr, não irei alcançar o que preciso.
  • Eu preciso comer isso pra tranquilizar minha ansiedade.

Sempre quando nós passamos a colocar qualquer pessoa ou objeto no lugar de Deus, a consequência é deixarmos de prestar reverência a Deus e passamos a prestar reverência e obediência ao ídolo. Deixo de ter tempo com Deus (Mt 6.31) e com o povo de Deus (Hb 3.12, 13; 10.24) para dedicar tempo ao meu ídolo trabalho ou estudo, pois ele exige isso de mim. “O trabalho ou o estudo é o meu pastor e nada me faltará”; Passo a ficar ansioso por algo e deixo de confiar em Deus.

“Lancem as suas ansiedades sobre a comida ou sobre alguém que pode te ajudar e ela (e) cuidará de você”; Eu desonro a Deus no meu namoro e quebro princípios estabelecidos por Ele por amor à minha namorada ou ao meu namorado. “Como a corça suspira pelas águas, assim a minha alma suspira por meu namorado”; Passo mentir ou concordar com coisas erradas sem me posicionar porque se eu obedecer a Deus, vou perder o emprego ou amigos.

Pr. Tiago Abdalla T. Neto

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