Estamos todos consternados com os acontecimentos da última semana.  Dois jovens (17 e 25 anos) atacaram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), na manhã de quarta-feira (13). O massacre terminou com dez pessoas mortas, sendo seis estudantes e duas funcionárias da escola. Os assassinos se mataram após o crime.

Em primeiro lugar, quero dizer que estamos profundamente tristes e oramos em favor dos familiares das vítimas. Em segundo lugar, é preciso fazer uma consideração sobre o que muitos têm manifestado a respeito do que levou os assassinos a praticarem tão terrível ato.

Tenho visto muitos (inclusive grande parte da imprensa nacional) culpando videogame, prática de bullyng, o Presidente da República, e tantas outras coisas como motivo que teria levado os jovens a praticarem os assassinatos. Não podemos terceirizar a culpa dos assassinos.

Como diz a declaração confessional da Associação de Conselheiros Bíblicos: “Cremos que o comportamento humano está ligado aos pensamentos, intenções e sentimentos do coração. Todas as nossas ações resultam de um coração que adora a Deus ou a algo mais. Enfatizamos, portanto, a importância do coração e nos dirigimos ao homem interior. Deus entende perfeitamente e discerne corretamente quem somos, o que fazemos e por que o fazemos”.

Não podemos culpar outros por nosso pecado. Fazemos o que fazemos porque queremos o que queremos. Ainda na declaração da Associação de Conselheiros Bíblicos lemos: “A Bíblia é clara em afirmar que o comportamento humano não é mecânico, mas brota de um coração que deseja, anseia, pensa, escolhe e sente de maneira orientada para ou contra Cristo”.

O Rev. Laércio Rios Guimarães escreveu acertadamente: “Vamos parar de culpar a sociedade, a escola, o videogame a liberação de armas ou o que quer que seja. Ele odiou! Ele premeditou! Ele matou! A terceirização da culpa tem sido um desastre para a sociedade. Além disso, a culpa é um sentimento que pode nos levar ao caminho correto. Um caminho para além de nós mesmos. Ela nos leva para a cruz onde encontramos perdão e graça.

A certeza de que nossos pecados, quando cremos em Cristo, foram pagos todos por ele. Que Deus mude a história de nossa nação destroçada. Que todos os feridos encontrem em Cristo o perdão que precisam e o alívio da dor que o pecado traz”. A culpa é advinda do pecado contra Deus e contra as pessoas, o caminho não é encobri-lo, mas confessá-lo.

Continuemos em oração em favor das famílias das vítimas e daqueles que estão hospitalizados. Encaremos com sinceridade e arrependimento os nossos próprios pecados. IP Jundiai

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